Publicar uma lista do tipo “melhores softwares de X” com a sua marca no topo parece uma jogada esperta de SEO. Mas um novo estudo mostra que, na busca com IA, essa tática pode acabar entregando o cliente ao concorrente.
A análise revela um descompasso incômodo: o Google até cita a sua lista como fonte, só que, na hora de recomendar, aponta outra marca. Em outras palavras, você fornece o conteúdo e o rival leva a indicação.
Neste artigo, explicamos o que o estudo encontrou, por que citação e recomendação não são a mesma coisa e como construir presença que realmente vira indicação nos AI Overviews.
O que o estudo mostra
Em análise noticiada pela Search Engine Land, a especialista Lily Ray examinou 100 consultas B2B do tipo “melhor software de categoria” nos AI Overviews. Das 80 que dispararam um AI Overview, as listas autopromocionais foram citadas 323 vezes. Em 224 casos, o Google citou a página da própria marca, mas não recomendou aquela marca. O detalhamento do estudo reforça o padrão.
Isso conecta-se ao que já mostramos sobre a visibilidade de marcas B2B nos AI Overviews: aparecer não é o mesmo que ser escolhido.
Citação não é recomendação

A distinção é o coração do problema. Uma citação apenas reconhece que o seu conteúdo foi usado. A recomendação é o que direciona a escolha do usuário. Otimizar só para ser citado, sem construir autoridade real, pode alimentar a concorrência.
O que fazer
| Prática | Problema | Alternativa |
|---|---|---|
| Lista com a própria marca no topo | Vira fonte, mas indica o rival | Conteúdo útil e imparcial de categoria |
| Foco em ser citado | Citação não converte | Construir autoridade que gera recomendação |
| Autoelogio sem prova | Baixa confiança da IA | Evidências, dados e reputação de terceiros |
Como construir recomendação
“Uma citação não é uma recomendação”
Lily Ray, segundo a Search Engine Land
O caminho é deixar de perseguir a citação fácil e investir em sinais que a IA associa a confiança: conteúdo genuinamente útil, prova social, menções de terceiros e autoridade de marca. É o mesmo princípio das fontes preferidas na busca com IA, e vale medir tudo, como mostramos em como medir a visibilidade da marca.
- Produzir conteúdo de categoria útil e honesto, não vitrine da própria marca.
- Construir reputação com menções e avaliações de terceiros.
- Reforçar entidade e autoridade do tema, não só a palavra-chave.
- Medir recomendação, e não apenas citação, nas respostas de IA.
Perguntas frequentes
O que o estudo de Lily Ray encontrou?
Que os AI Overviews citam listas autopromocionais de marcas, mas em cerca de 69% dos casos recomendam um concorrente em vez da marca que criou a lista.
Qual a diferença entre citação e recomendação?
A citação apenas reconhece que o conteúdo foi usado como fonte. A recomendação é o que direciona a escolha do usuário para uma marca específica.
Listas com a própria marca no topo ainda funcionam?
Como tática de autopromoção, tendem a alimentar a concorrência. Conteúdo de categoria útil e imparcial gera mais confiança e recomendação.
Como ser recomendado, e não só citado?
Construindo autoridade real: conteúdo útil, prova social, menções de terceiros e reputação de marca, sinais que a IA associa a confiança.
Como medir isso?
Acompanhando não só se a marca é citada, mas se ela é efetivamente recomendada nas respostas dos AI Overviews e de outros assistentes.



