A Midjourney, conhecida por gerar imagens e vídeos com IA, acaba de fazer uma compra que ninguém esperava: o Co-Star, aplicativo social de astrologia com 4,3 milhões de usuários mensais. O anúncio, feito no fim de julho, marca a entrada do laboratório de IA no mundo dos aplicativos de consumo.
Como noticiou o TechCrunch, o negócio foi fechado na primavera do hemisfério norte, com valor não revelado, e trouxe os 24 funcionários do Co-Star para a Midjourney. A Olhar Digital resume o objetivo: mirar novos públicos.
À primeira vista, geração de imagem e horóscopo não combinam. Olhando de perto, a jogada faz mais sentido do que parece.

O que muda (e o que não muda) no Co-Star
Para o usuário do Co-Star, a resposta imediata é: pouca coisa. Segundo a Midjourney, o app não será absorvido nem reformulado. A fundadora Banu Guler permanece no comando, e o produto segue sob a direção dela. O Co-Star usa uma mistura de IA e pessoas para escrever horóscopos, análises de compatibilidade e conselhos com base no mapa astral de cada um.
Para a Midjourney, no entanto, muda muito. A empresa sempre operou seu serviço principalmente por um servidor no Discord, sem um aplicativo próprio robusto. Comprar o Co-Star é, ao mesmo tempo, adquirir uma base de usuários fiel, um time que sabe construir produto de consumo e uma marca com identidade forte.
| O que se sabe do acordo | Detalhe |
|---|---|
| Comprador | Midjourney, laboratorio de IA de imagem e video |
| Comprado | Co-Star, app social de astrologia |
| Usuarios do Co-Star | 4,3 milhoes por mes |
| Time | 24 funcionarios migraram; fundadora segue no comando |
| Valor | Nao revelado |
O Co-Star permanecerá inteiramente sob o controle e a direção de Banu.
David Holz, CEO da Midjourney
Um laboratório de IA virando empresa de produtos
A compra não é um caso isolado de excentricidade. A Midjourney vem sinalizando que quer ir além de imagem e vídeo: a empresa persegue também frentes em saúde e até em spa, segundo a cobertura do negócio. O Co-Star entra como porta de entrada para o consumidor final, um terreno em que a Midjourney tinha tecnologia, mas pouca vitrine.
É o mesmo padrão que vemos em toda a indústria: a IA deixando de ser recurso técnico para virar produto de massa. Já discutimos como o comércio agêntico coloca a IA para comprar no lugar do usuário, e essa aquisição segue a mesma direção: distribuição e público importam tanto quanto o modelo por trás.
O que uma marca tira dessa história
A lição para quem faz marketing é sobre onde o valor está migrando. Modelos de IA viram commodity rápido; o que sustenta uma empresa é a relação com o público e o contexto em que o produto entra na vida da pessoa. O Co-Star tem os dois: engajamento diário e um motivo emocional para o usuário voltar.
Para a Midjourney, cujo diferencial sempre foi a qualidade da geração de imagem por IA, casar essa capacidade com um app de forte identidade visual é natural. Astrologia é conteúdo altamente compartilhável e visual, terreno fértil para quem gera imagem sob demanda. A leitura estratégica é clara: em IA, quem tem público e recorrência larga na frente de quem só tem tecnologia.
Perguntas frequentes
O que a Midjourney comprou?
O Co-Star, um aplicativo social de astrologia com 4,3 milhões de usuários mensais. O anúncio foi feito no fim de julho de 2026, com valor não revelado.
O Co-Star vai mudar para os usuários?
Segundo a Midjourney, não. O app não será absorvido nem reformulado, a fundadora Banu Guler segue no comando e o produto continua sob a direção dela.
Por que uma empresa de imagens compra um app de astrologia?
Para ganhar uma base de usuários fiel, um time de produto de consumo e uma marca forte. A Midjourney tinha tecnologia, mas operava sobretudo pelo Discord, sem um app próprio robusto.
A Midjourney está só em imagem e vídeo?
Não. A empresa sinalizou que persegue também frentes em saúde e spa, além de geração de imagem e vídeo. O Co-Star é a entrada no consumidor final.
Qual é a lição para marcas?
Que, com modelos virando commodity, o valor migra para o público e a recorrência. Quem tem relacionamento diário com o usuário larga na frente de quem só tem a tecnologia.



