Quando alguém pergunta hoje qual é o maior buscador de IA, a resposta não é mais óbvia como há um ano. O mercado se moveu rápido, e os números de junho de 2026 mostram um cenário bem mais distribuído do que o domínio absoluto que víamos no começo de 2025.
Segundo o relatório de junho da Momentic, baseado em dados da Similarweb, o ChatGPT segue na frente com 54,7% das visitas mundiais entre os sete maiores chatbots. Logo atrás vêm o Gemini, com 27,4%, e o Claude, com 8,2%. Juntos, ChatGPT e Gemini concentram 82,1% do tráfego.
Para quem trabalha com marketing e conteúdo, esse mapa vale ouro. Ele indica onde as pessoas estão fazendo perguntas, e portanto onde a sua marca precisa estar presente. Vamos olhar os dados com calma e traduzir cada ponto em decisão prática.
O novo mapa do tráfego de IA

Os números falam por si: ChatGPT com 54,7%, Gemini com 27,4%, Claude com 8,2%, seguidos por DeepSeek (4,1%), Grok (2,8%), Perplexity (1,5%) e o app do Copilot (1,3%). Esses dados aparecem de forma consistente em mais de uma fonte, incluindo o relatório da Momentic e o levantamento da First Page Sage.
O movimento mais interessante não é a foto, é o filme. A fatia do ChatGPT recuou de cerca de 76,5% em fevereiro de 2025 para os atuais 54,7%, enquanto o Gemini subiu de aproximadamente 5,6% para 27,4% no mesmo período. O líder segue líder, mas dividindo um espaço que antes era quase só dele.
Por que a distribuição importa para a sua marca
Quando um único assistente dominava, otimizar para ele resolvia. Com o tráfego repartido, a conta muda. Apostar em apenas uma plataforma vira risco, porque o seu público está fazendo as mesmas perguntas em ferramentas diferentes, cada uma com seu jeito de selecionar fontes.
Isso conversa direto com o que já vínhamos observando sobre visibilidade em IA. Em AI Mode x AI Overviews mostramos que sistemas distintos citam fontes distintas para a mesma pergunta. A diversificação de presença deixa de ser luxo e passa a ser proteção.
O recorte regional muda o jogo
Olhar só o número global engana. Nos Estados Unidos, o ChatGPT tem fatia maior, perto de 58,9%, com Gemini em torno de 19,2% e Claude em 12,5%. Quem atua em mercados específicos precisa entender o comportamento local antes de decidir onde investir esforço de conteúdo.
No Brasil, a recomendação é acompanhar de perto suas próprias fontes de referência. O Search Console já oferece visões dedicadas a esse tráfego, assunto que detalhamos em Search Console agora mede IA. Medir o que chega de cada assistente é o primeiro passo para priorizar bem.
O que mudou desde junho
As duas fontes citadas aqui são relatórios vivos, atualizados periodicamente, então vale registrar a leitura mais recente. Na edição de agosto de 2026 do relatório da Momentic, o ChatGPT aparece com 53,9% das visitas mundiais, o Gemini com 27,9% e o Claude com 9,2%, seguidos por DeepSeek (4,1%), Grok (2,4%), Perplexity (1,3%) e Copilot (1,3%). No recorte dos Estados Unidos, os números passam a 58,3% para o ChatGPT, 19,3% para o Gemini e 13,4% para o Claude.
O levantamento da First Page Sage, que mede usuários ativos mensais nos Estados Unidos em vez de visitas web, aponta na mesma direção em setembro de 2026: ChatGPT com 51,5%, Gemini com 27,6% e Claude com 10,2%. As metodologias são diferentes e os percentuais não batem exatamente, mas a tendência é a mesma que descrevemos aqui. O ChatGPT continua líder, o Gemini se consolidou como segundo colocado e o Claude é quem mais cresce.
Um cuidado metodológico que a própria Momentic reforça: a fatia de visitas web não é o total de uso. O consumo pelos aplicativos acrescenta de 15% a 60% sobre as visitas web, dependendo do assistente. Ou seja, use esses números para priorizar esforço, não como medida absoluta de audiência.
Como transformar os dados em ação
O caminho não é perseguir um modelo, e sim produzir conteúdo que qualquer um deles consiga ler e citar com confiança. Na prática, isso significa respostas diretas, dados verificáveis e fontes claras. Quem vende online deve estender esse cuidado às páginas de produto, tema que tratamos em Universal Cart e UCP.
Vale também acompanhar o ritmo de lançamentos do setor, porque ele muda o comportamento dos usuários a cada trimestre. O avanço dos agentes de IA, que já discutimos em OpenAI lança Codex Security, é um lembrete de que a fatia de hoje não é garantia da fatia de amanhã.
Perguntas frequentes
Qual chatbot de IA tem mais tráfego em 2026?
O ChatGPT. Em junho de 2026 ele aparecia com 54,7% das visitas mundiais entre os maiores chatbots, segundo a Momentic com dados da Similarweb. Na edição de agosto do mesmo relatório a fatia caiu para 53,9%, com Gemini em 27,9% e Claude em 9,2%.
Por que o domínio do ChatGPT caiu?
A fatia do ChatGPT recuou de cerca de 76,5% no início de 2025 para 54,7%, enquanto o Gemini saltou de cerca de 5,6% para 27,4%. A concorrência amadureceu e o mercado se distribuiu.
Esses números mudam nos Estados Unidos?
Sim. No recorte dos Estados Unidos o ChatGPT tem fatia maior, perto de 58,9% em junho de 2026 e 58,3% na leitura mais recente, com Gemini em torno de 19,3% e Claude em 13,4%. A leitura regional importa para decidir prioridades.
O que isso significa para a minha estratégia de conteúdo?
Significa diversificar. Em vez de otimizar para um único assistente, vale produzir conteúdo claro e bem fundamentado, que diferentes modelos consigam ler e citar.
Como medir o tráfego que vem de IA?
Acompanhe as fontes de referência no analytics, separe sessões originadas em assistentes e cruze com o desempenho de busca. O Search Console já oferece visões dedicadas a esse comportamento.
A fatia de visitas web representa todo o uso de IA?
Não. A própria Momentic alerta que o uso pelos aplicativos acrescenta de 15% a 60% sobre as visitas web, conforme o assistente. Trate esses percentuais como indicador de prioridade, não como audiência total.



