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Google EEAT

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Para obter uma ótima classificação nas SERPs (Páginas de resultados do mecanismo de pesquisa) do Google, é importante elaborar estratégias ao desenvolver o conteúdo utilizando o EEAT.

O vice-presidente de pesquisa do Google, Hyung-Jin Kim, afirmou que o EEAT possui uma grande importância nos resultados de pesquisa num evento de SEO que participou em novembro de 2022:

“EAT é um modelo de como avaliamos um site individual. Fazemos isso para cada consulta e cada resultado. Está presente em cada coisa que fazemos.”

O que é o Google EEAT?

A sigla “EEAT” vem do inglês, que significa Experience, Expertise, Authoritativeness e Trustworthiness. Traduzindo para o português: Experiência, Especialidade, Autoridade e Confiança.

Diagrama

A documentação do Google diz que: “Se você entender como os avaliadores aprendem a avaliar um bom conteúdo, isso pode ajudá-lo a melhorar seu conteúdo”, não sendo considerado um fator de classificação do algoritmo de pesquisa do Google, mas sim um meio de entender e melhorar a experiência do usuário com o conteúdo elaborado e de forma direta/indireta ajudar a melhorar a classificação do seu conteúdo. Além disso, o EEAT está inserido nas Diretrizes do avaliador de qualidade de pesquisa do Google.

Por que o Google EEAT é importante?

Os quatro pontos abordados pelo Google EEAT favorecem uma visão mais humana do conteúdo elaborado e que, de certa forma, sejam únicos e tragam mais qualidade e valor para quem está consumindo o conteúdo.

Lembrando que o EEAT é formado por experiência, especialidade, autoridade e confiança, que são pilares muito importantes para validar um conteúdo. Esses quatro pilares do EEAT já são utilizados por você e outras pessoas sem mesmo perceber. Por exemplo, você aceitaria e/ou confiaria em um conselho financeiro passado por alguém que possui muitas dívidas? Provavelmente, não!

Esta tomada de decisão ocorre após ferir os quatro pilares do EEAT. Se esta pessoa possui muitas dívidas, provavelmente ela não tem experiência em gerir dinheiro, muito menos especialidade e o resultado evita conquistar a autoridade no segmento que, por fim, não passa confiança.

Com tudo isso, o Google espera fornecer informações precisas em suas buscas observando além do conteúdo, quem o desenvolveu e qual site está publicando esta informação.

Explicando o EEAT e SEO

O trabalho de SEO é altamente responsável por fornecer o que é necessário para alcançar os padrões do EEAT. Ou seja, através do SEO é possível provar que o seu conteúdo é de alguém com experiência, conhecimento e autoridade no assunto abordado. Que, além disso, passa confiança para quem está consumindo o conteúdo.

A Stanford Web Credibility Research após três anos de pesquisa, chegou em 10 diretrizes principais para um site adquirir credibilidade:

  1. Facilite a verificação da precisão das informações em seu site;
  2. Mostre que existe uma organização real por trás do seu site;
  3. Destaque a experiência em sua organização e no conteúdo e serviços que você oferece;
  4. Mostre que pessoas honestas e confiáveis ​​apoiam seu site;
  5. Facilite o contato com você;
  6. Projete seu site para que pareça profissional (ou apropriado para sua finalidade);
  7. Torne seu site fácil de usar – e útil;
  8. Atualize o conteúdo do seu site com frequência (pelo menos mostre que ele foi revisado recentemente);
  9. Use com moderação com qualquer conteúdo promocional (por exemplo, anúncios, ofertas);
  10. Evite erros de todos os tipos, por menores que pareçam.

Olhando todas as diretrizes da pesquisa, fica claro que o objetivo principal é criar conteúdos com a melhor experiência possível para os seus usuários.

Além dessas 10 diretrizes elaboradas pela pesquisa, para e-commerce é de extrema importância informar e usar meios de pagamentos transparentes e confiáveis.

Experiência

Em experiência, interprete como a sua experiência sobre o assunto que você está escrevendo. Compartilhe todas as dificuldades, caminhos que tornaram o ensinamento mais fácil ou algo que torne seu conteúdo único de acordo com o que você viveu.

A experiência é um dos principais fatores para diferenciar um conteúdo escrito por humanos e as inteligências artificiais (IA).

Um dos pontos que podem ser usados em experiência é mostrar quem são as pessoas por trás do produto, serviço e/ou empresa que o usuário está tendo contato. Na pesquisa de diretrizes de credibilidade da Stanford, mencionada anteriormente, fica claro que esse pode ser um meio de passar a experiência para os usuários:

  • Mostre que existe uma organização real por trás do seu site.
  • Destaque a experiência em sua organização e no conteúdo e serviços que você oferece
  • Mostre que pessoas honestas e confiáveis ​​apoiam seu site

Uma das maneiras de passar a experiência para os usuários no e-commerce, é com uma página “Sobre nós” falando da empresa e mostrando quem são as pessoas responsáveis por fazer acontecer no dia a dia (pode adicionar as especializações das pessoas para empresas de serviço).

Pense neste tópico do EEAT em uma maneira de tornar o seu site confiável para um usuário comprar ou consumir um conteúdo.

Especialidade

A especialidade está relacionada ao quanto de conhecimento realmente é compartilhado no artigo produzido por você ou seu redator. De certa forma, pode ser resumido em como esse conteúdo pode impactar a vida do leitor.

Aqui um dos fatores que podem impactar no EEAT é a autoridade do autor no assunto abordado. Principalmente, se seu conteúdo envolve setores médicos, jurídico, jornalístico, financeiro, de segurança ou governamental, que são conhecidos como “Your Money or Your Life” (seu dinheiro ou sua vida) ou YMYL.

Os temas YMYL exigem um ponto de atenção maior de quem está produzindo, por conta de serem setores que afetam de forma positiva ou negativa a felicidade, a saúde e a riqueza de um usuário.

Por conta disso, tudo que o autor realiza na internet em um tópico, é importante! Desde o post em redes sociais até os vídeos no YouTube e os artigos em blogs.

A especialidade do autor é um dos fatores que cada vez mais irá ganhar importância para o ranqueamento do Google. Afinal, existe uma grande diferença entre um contador amador e um contador licenciado explicando sobre imposto de renda.

Ter o nome do autor vinculado ao conteúdo, será algo que afetará as outras áreas do EEAT além da especialidade, então considere adicionar no seu conteúdo:

  • Nome do autor.
  • Uma biografia descritiva contendo:
    • Suas qualificações relevantes.
    • Links para seus perfis de mídia social.
  • Um schema person com propriedades relevantes sobre o usuário.

Construir a confiança do seu público resultará em engajamentos positivos que indicam ao algoritmo que seu site é confiável e ajudará no ranqueamento da página.

Autoridade

A autoridade leva em consideração o quanto o site e/ou o autor é uma referência sobre o assunto abordado. Ou seja, outras pessoas precisam te considerar um especialista no assunto.

Observe que autoridade, experiência e especialidade se complementam e, em certos momentos, não fica claro qual é qual. Mas o ponto importante é que você não obtém autoridade em um assunto sem ter experiência e ser um especialista nele.

Algumas maneiras de trazer autoridade a um conteúdo são:

  • Elaborar uma arquitetura de conteúdo cobrindo todos os aspectos de um tópico específico;
  • Ganhar backlinks de outros sites confiáveis;
  • Construir um perfil digital ou marca pessoal como especialista em um determinado assunto.

Confiança

Confiança é o tópico principal do EEAT e o Google o classifica como o mais importante de todos. As diretrizes do Google dizem:

“A confiança é o membro mais importante da família EEAT porque páginas não confiáveis ​​têm baixo EEAT, não importa quão experientes, especialistas ou autoridades possam parecer.”

Ou seja, não adianta criar um ótimo conteúdo sem passar a confiança devida, podendo ser pelo simples fato do leitor poder validar as informações compartilhadas. Por exemplo, um e-commerce pode passar confiança para um usuário através de uma página de “Fale Conosco”, de fácil acesso. Outro exemplo, são as avaliações e depoimentos de clientes nas páginas de produtos.

Todos os itens a seguir devem ser considerados como fatores ou meios de passar confiança para os avaliadores do Google e usuários que acessam o site:

  • Informações de contato acessíveis e precisas, não ocultas ou cheias de erros, como números de telefone errados ou endereços fictícios;
  • Segurança do seu site e proteções ao consumidor fortes e atualizadas;
  • Informações publicadas precisas evitando afirmações sem fundamento;
  • Políticas do site, como a de envio e devolução, precisas e acessíveis;
  • Trazer as avaliações dos usuários se o seu site publicar avaliações; não adicione somente as positivas;
  • Não ocultar o conteúdo atrás de muitos anúncios, pop-ups ou outros elementos que criam uma experiência ruim para o usuário;

Níveis de EEAT

Apesar do EEAT não ser considerado um fator de classificação pelo Google, o trabalho em sites e o desenvolvimento de conteúdos devem ter como objetivo construir o EEAT mais alto possível.

O trabalho de construção elevando o EEAT vem para evitar que os conteúdos desenvolvidos entrem como spam para o Google. Importante deixar claro que um site dificilmente terá um EEAT baixo, desde que o conteúdo seja útil para o usuário.

Mesmo existindo diferentes níveis de EEAT, isso não é algo possível de medir ou ter uma métrica de acompanhamento. Apesar disto, é importante entender os diferentes níveis de EEAT e o que dizem as diretrizes.

EEAT mais baixo

Páginas com EEAT mais baixo provavelmente serão classificadas como spam pelo Google. Essas páginas, geralmente, não proporcionam uma experiência considerada ideal para os usuários e ficam muito longe disto.

As páginas com EEAT mais baixo possuem as seguintes características:

  • Informações incompletas ou inadequadas sobre o site ou o criador do conteúdo;
  • Reputação do site baixa;
  • Site com más intenções e/ou design de página enganoso;
  • Conteúdo principal escondido ou tapado;
  • Características de golpes, downloads maliciosos ou outros comportamentos considerados prejudiciais;
  • Páginas na web ou sites projetados para manipular pessoas em ações que beneficiam o site ou outra organização, ao mesmo tempo causam danos para si mesmos, a terceiros ou a grupos específicos.

Falta EEAT

Um site pode ser considerado sem EEAT para um assunto, apesar de ter uma reputação positiva em outro lugar. Isso sugere que a relevância da página e do tópico é de grande importância.

Por exemplo, não faria sentido um site de viagens compartilhar o download de um formulário sobre apostas. Não importa se o conteúdo sobre viagens é confiável, caso a relevância da página seja baixa.

Aqui estão alguns fatores que fazem um site ou página serem considerados sem EEAT:

  • O autor do conteúdo não tem experiência adequada (por exemplo, uma crítica sobre uma cidade ou ponto turístico sem nunca ter visitado o local);
  • O autor não possui o conhecimento adequado (por exemplo, um artigo sobre como dirigir um carro escrito por alguém sem nenhuma experiência no assunto);
  • O site ou autor do conteúdo não é uma fonte confiável para o tópico da página (por exemplo, download de um formulário de apostas em um site de viagens);
  • O site ou página não é confiável para a sua finalidade (por exemplo, um e-commerce sem informações mínimas de atendimento ao cliente ou meios de pagamentos).

Alto Nível de EEAT

Sites considerados com alto nível de EEAT alcançaram e demonstraram experiência, conhecimento, autoridade e confiança em seu conteúdo.

pessoas A experiência é valiosa para quase todos os tópicos. Postagens em mídias sociais e discussões em fóruns costumam ser de alta qualidade quando envolvem pessoas compartilhando suas experiências. Desde escrever sinfonias até revisar eletrodomésticos, a experiência em primeira mão pode tornar uma postagem nas redes sociais ou uma página de discussão de alta qualidade.
beca É necessária experiência para satisfazer conteúdo sobre uma variedade de tópicos, desde hobbies como fotografia até tópicos YMYL, como preparação de impostos. Pense no tópico da página e na experiência necessária para criar um conteúdo satisfatório e confiável. Existem muitos tipos de conhecimentos informais que podem ser visíveis no próprio conteúdo principal.
icone Páginas oficiais de todos os tipos podem ser encontradas. Os sites fiscais do governo são uma fonte confiável de formulários fiscais. As empresas e organizações locais podem ser fontes de referência para obter informações locais. Ao visualizar uma página ou site, considere se ele é uma fonte confiável e autorizada para o tipo de informação que está exibindo.
ícone A confiança é especialmente importante para páginas de alta qualidade que envolvem o processamento de transações financeiras ou cobrem tópicos YMYL. Mesmo que o tópico não seja YMYL, a confiança ainda pode ser necessária; por exemplo, análises de produtos e páginas que oferecem conselhos exigem pelo menos algum nível de confiança. Embora nem todas as páginas exijam um alto nível de confiança, uma página confiável costuma ser satisfatória.

O Google descreve sites de alto nível de EEAT como sites de notícias ou governamentais, mas também vídeos altamente relevantes, sites de pequenas empresas e postagens de blog.

Nível muito alto de EEAT

Sites ou páginas com níveis mais altos de EEAT terão uma boa aparência para o usuário, além de ter artigos bem escritos e de alta qualidade, com evidências de conhecimento e experiência.

As diretrizes do Google dizem:

“Os padrões para MC da mais alta qualidade podem ser muito diferentes dependendo da finalidade, tópico e tipo de site. Aqui estão alguns exemplos de conteúdo original da mais alta qualidade:
Para notícias: reportagem original que fornece informações que de outra forma não seriam conhecidas se o artigo não as tivesse revelado. Reportagens precisas, originais, aprofundadas e investigativas exigem um alto nível de habilidade/talento e esforço. Conteúdo de notícias de alta qualidade incluirá uma descrição de fontes primárias e outras reportagens originais referenciadas durante o processo de criação de conteúdo. O conteúdo noticioso de altíssima qualidade deve ser preciso e atender aos padrões jornalísticos profissionais.
Para conteúdo artístico (vídeos, imagens, fotografia, escrita, etc.): Conteúdo único e original criado por artistas ou criadores de conteúdo altamente qualificados e talentosos. Tal conteúdo artístico requer um alto nível de habilidade/talento e esforço. Se o conteúdo artístico estiver relacionado a um tópico YMYL (por exemplo, conteúdo artístico com o propósito de informar ou influenciar opiniões sobre tópicos YMYL), os padrões YMYL deverão ser aplicados.
Para conteúdo informativo: Original, preciso, abrangente, comunicado de forma clara e deve refletir o consenso de especialistas, conforme apropriado. As expectativas para diferentes tipos de informação podem variar. Por exemplo, os artigos científicos têm um conjunto de expectativas diferente de uma postagem nas redes sociais que compartilha informações sobre um hobby, como colecionar selos. No entanto, todos os tipos de conteúdo informativo de altíssima qualidade compartilham características comuns de precisão e clareza de comunicação, além de atenderem a padrões adequados ao tema ou área. A classificação mais alta pode ser justificada para páginas com MC muito satisfatório, criadas com um nível muito alto de esforço, originalidade, talento ou habilidade.”

Importante sempre mostrar conhecimento e experiência em todo o site, caso você deseje ter o nível mais alto de EEAT.

Além do EEAT: a qualidade do conteúdo principal

Em outubro de 2026, o Google acrescentou à documentação de conteúdo útil, confiável e feito para pessoas um trecho que vale tanto quanto o EEAT para quem produz conteúdo. A empresa registra que, além do EEAT, as diretrizes do avaliador de qualidade destacam que um dos fatores mais críticos para avaliar a qualidade de uma página é a qualidade do conteúdo principal, ou seja, o quanto ele permite que a página cumpra o seu propósito e entregue uma experiência satisfatória.

Conteúdo principal, na definição do Google, é qualquer parte da página que ajuda diretamente a página a cumprir o seu propósito: texto e mídia principais, recursos interativos como calculadoras e ferramentas, contribuições de usuários como avaliações e comentários quando são o ponto da página, informações em abas ou seções expansíveis, além do título e dos cabeçalhos visíveis.

E a documentação lista quatro atributos que os avaliadores são treinados a julgar no conteúdo principal:

  • Esforço: o quanto de trabalho humano entrou na criação do conteúdo ou dos sistemas que o sustentam. Análise original, tradução feita à mão ou uma ferramenta interativa construída sob medida contam como alto esforço. Gerar páginas automaticamente a partir de feeds ou usar IA generativa para produzir grandes volumes de texto sem supervisão nem curadoria manual conta como pouco ou nenhum esforço. Citar a fonte não substitui o esforço original;
  • Originalidade: o quanto o conteúdo oferece informação ou perspectiva única, que não está já disponível em outros sites;
  • Talento ou habilidade: se o conteúdo demonstra o talento, a habilidade ou a especialidade necessários para entregar uma experiência satisfatória, como escrita clara, vídeo bem produzido ou ferramentas que funcionam. Nem todo conteúdo exige especialidade formal;
  • Precisão: páginas informativas precisam ser factualmente corretas. Em temas YMYL, o conteúdo precisa ser altamente preciso e consistente com o consenso estabelecido de especialistas.

Na prática, esses quatro atributos são o critério que separa um artigo que soma de um artigo que só ocupa espaço. Vale usá-los como checklist antes de publicar e também ao revisar o que já está no ar.

EEAT e Inteligência Artificial (IA)

O Google vem acumulando um ‘mar’ de conteúdo gerado por IA, e a dúvida fica em como o EEAT impacta esses conteúdos. A posição oficial amadureceu desde a chegada das IAs generativas. Hoje a orientação do Google sobre conteúdo gerado por IA diz que é crítico checar os fatos e revisar manualmente todo conteúdo gerado por IA antes de publicar, incluindo title, meta description, dados estruturados e texto alternativo de imagem, e que usar IA generativa para produzir muitas páginas sem agregar valor pode violar a política de spam de abuso de conteúdo em escala.

Alguns pontos que fazem as IAs irem em desencontro com o EEAT são:

  • IA não pode provar experiência: ela não vive nada na vida real, com os sentimentos humanos necessários para uma avaliação. Com a IA é possível somente imitar os humanos e gerar a aparência da experiência, mas não gerar experiências reais;
  • IA não pode ser considerado um especialista: embora ele pareça ser um especialista após absorver um monte de conteúdos e dar todos os tipos de conselhos, ele só executa esta ação porque ele foi treinado para isso, não porque ele é inteligente e tenha obtido diplomas e conhecimentos práticos na vida. As organizações das categorias YMYL devem ter muito cuidado ao utilizar as IAs e verificar rigorosamente todas as informações geradas;
  • IA como autoridade é um território inexplorado: não sabemos ao certo o quanto as pessoas interpretam e reconhecem os resultados das IAs. Um fato é, se for reconhecido como uma autoridade nos assuntos que ela é utilizada, pode vir a se tornar um grande problema, visto que hoje as IAs são baseadas em treinamentos com dados sujeitos a erro. A partir do momento em que ela é considerada uma autoridade, os questionamentos sobre se está correta ou não chegam a ser zero;
  • IA, provavelmente, não pode provar a confiabilidade: isso vem do alto volume de conteúdos gerados após a chegada das IAs para o público em geral. Muitos conteúdos rasos e de baixa qualidade foram identificados, o que leva à perda de confiança nos mecanismos de busca. Como o Google considera a confiança o ponto principal do EEAT, é muito importante ter um editor para ajudar a fornecer a melhor experiência possível para os usuários;

Os pontos acima são leituras do setor. A seguir, um resumo da posição atual do Google sobre IA:

  • O Google não proíbe o uso de IA para gerar conteúdo. Desde que, não seja utilizado para manipular as classificações nos mecanismos de busca;
  • As IAs são consideradas “ferramentas essenciais” para ajudar as pessoas a criar ótimos conteúdos para a web, sendo capaz de gerar novos níveis de expressão e criatividade;
  • O Google não interpreta como um novo desafio os conteúdos de baixa qualidade gerados pelas IAs, porque acredita em suas habilidades de classificar e rebaixar estes conteúdos. Importante que neste ponto muitos SEOs discordariam da autoavaliação do Google;
  • Atualmente, o Google não exige que os editores informem que o conteúdo foi gerado por IA, mas afirma que divulgar pode ser “útil” quando o leitor provavelmente se perguntaria como aquele conteúdo foi criado;
  • Fabricar perfis de autor, com foto gerada por IA, nome inventado ou credencial falsa para fazer parecer que um humano especialista escreveu, é tratado pelo Google como engano e sinal de página de baixa qualidade;
  • Em outubro de 2026, no Search Central Live Deep Dive, o Google afirmou que está usando IA para detectar mais spam, que o volume de conteúdo novo explica a frequência maior dos spam updates e que o conteúdo em escala virou um problema maior que o spam de links. Vale ver também o Google SAFE, o detector de spam com IA;
  • A posição geral do Google é que eles desejam continuar recompensando conteúdo de alta qualidade, independentemente de como ele seja gerado.

Embora a posição atual do Google leve a considerar o uso de IA por editores, o que eu posso dizer é: tome cuidado com isso!

Digo isso, porque a qualquer momento o Google pode mudar seu posicionamento e afetar em massa o seu site. Principalmente, porque as IAs são motivo de debates governamentais. Em 31 de março de 2023, a autoridade italiana de proteção de dados bloqueou temporariamente o ChatGPT no país e liberou o serviço em 28 de abril do mesmo ano, depois que a OpenAI atendeu às exigências de base legal, transparência e verificação de idade. O episódio mostra o padrão: a restrição regulatória acontece, pode ser revertida e não dá para prever até onde vai nem como afeta os mecanismos de busca.

Para acompanhar como o Google vem tratando o uso de IA na busca, veja como o Google define as regras do GEO para a busca com IA.

Perguntas frequentes

O que significa EEAT do Google e por que é importante?

EEAT é a sigla para Experience, Expertise, Authoritativeness e Trustworthiness (Experiência, Especialidade, Autoridade e Confiança). É um conceito que o Google usa para avaliar a qualidade e a credibilidade de um conteúdo. Embora não seja um fator de ranqueamento direto, seguir seus pilares ajuda a criar conteúdo que o Google tende a valorizar, melhorando indiretamente sua classificação.

Como posso demonstrar Experiência e Especialidade no meu site?

Para demonstrar Experiência, compartilhe vivências reais sobre o assunto, mostrando que você tem conhecimento prático. Para Especialidade, especialmente em tópicos sensíveis (YMYL), é crucial que o conteúdo seja criado por um autor com qualificações comprovadas. Incluir uma biografia detalhada do autor, com suas credenciais e links para perfis sociais, ajuda a estabelecer essa especialidade.

Qual a diferença entre Autoridade e Confiança no EEAT?

Autoridade é sobre ser reconhecido como uma referência no seu nicho, o que pode ser construído com backlinks de sites confiáveis e uma marca pessoal forte. Confiança (Trust) é o pilar mais importante e se refere à credibilidade geral do seu site. Fatores como informações de contato claras, segurança (HTTPS), políticas acessíveis e avaliações de clientes são essenciais para construir essa confiança.

O que são tópicos YMYL e por que eles exigem mais atenção?

YMYL significa “Your Money or Your Life” (Seu Dinheiro ou Sua Vida) e se refere a conteúdos que podem impactar significativamente a saúde, felicidade, segurança ou estabilidade financeira de uma pessoa. Tópicos como finanças, saúde e direito são considerados YMYL. O Google aplica um padrão de EEAT muito mais rigoroso a esses conteúdos, pois informações imprecisas podem causar danos reais aos usuários.

Conteúdo gerado por Inteligência Artificial (IA) pode ter um bom EEAT?

É um desafio. A IA pode simular conhecimento, mas não pode provar experiência real nem ter sentimentos humanos, que são cruciais para o pilar de Experiência. O Google não proíbe o uso de IA, mas a documentação atual diz que é crítico checar os fatos e revisar manualmente todo conteúdo gerado por IA antes de publicar. Além disso, as diretrizes tratam o uso de IA generativa para produzir grandes volumes de texto sem supervisão nem curadoria como pouco ou nenhum esforço, que é um dos quatro atributos avaliados no conteúdo principal.

O que o Google avalia no conteúdo principal além do EEAT?

Desde outubro de 2026, a documentação do Google explicita quatro atributos que os avaliadores julgam no conteúdo principal: esforço, originalidade, talento ou habilidade e precisão. A empresa também registra que a qualidade do conteúdo principal é um dos fatores mais críticos para avaliar a qualidade de uma página, ao lado do EEAT. Em temas YMYL, a exigência de precisão e de alinhamento com o consenso de especialistas é ainda maior.

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