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Mulher trabalhando em um laptop com dados de planilha

CRM e IA: só 21% dizem ter dados prontos, mostra a Validity

NAVEGAÇÃO RÁPIDA

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Muitas equipes de marketing já colocaram a IA para sugerir segmentos, mensagens e prioridades de contato. A pergunta que quase ninguém faz antes é simples: a base de clientes sustenta essa decisão? Uma pesquisa da Validity indica que, na maioria dos casos, ainda não.

O relatório State of CRM Data Management in 2026, publicado pela Validity e noticiado pela MarTech Edge, ouviu 500 profissionais de marketing B2B e B2C nos Estados Unidos, no Reino Unido, no Brasil, na Austrália e na Nova Zelândia. Neste texto, separamos o que o estudo mediu da leitura que fazemos dele e propomos um roteiro para preparar a base antes de delegar mais decisões à IA.

O que a pesquisa da Validity mediu

A Validity é fornecedora de software de qualidade de dados, então o levantamento é de um fabricante do setor e deve ser lido como tal. Mesmo assim, os números convergem com o que vemos em projetos de CRM para e-commerce. Segundo a cobertura da Demand Gen Report e da MarTech Edge, os principais resultados foram estes:

  • 21% dos profissionais descrevem a base de CRM como bem preparada para IA. Em outras palavras, 79% não chegam a esse nível (100% menos 21%).
  • 62% das organizações relatam perda direta de receita por baixa qualidade dos dados do CRM.
  • 67% dizem que a má qualidade dos dados contribuiu para campanhas atrasadas ou canceladas, e 63% apontam exposição a risco de conformidade.
  • 41% têm uma equipe ou um responsável dedicado à governança de dados.
  • Cerca de um terço das equipes gasta seis horas ou mais por semana corrigindo e conciliando dados.
  • Aproximadamente dois terços das organizações aumentaram, no último ano, as decisões de marketing delegadas a agentes de IA autônomos.
Gráfico: Analytikos, com dados da Validity (via MarTech Edge)

O gráfico mostra o contraste central: o problema de dados é comum e custa receita, mas apenas uma minoria diz estar preparada. A barra em laranja é o dado que mais pesa para quem pretende usar IA no relacionamento.

Quando a decisão sobe, a dúvida desce

Um dado merece atenção especial. Segundo a pesquisa, 78% dos executivos de nível C e 92% dos vice-presidentes e diretores seniores agiram com base em uma recomendação de IA que depois suspeitaram estar errada por causa de dados ruins. Entre profissionais individuais, o índice foi de 41%. Cerca de 60% do nível C relata pressão para implantar IA mesmo com dúvidas sobre a base.

Quem decide costuma estar mais distante da base e tende a ver o resultado já resumido. Quem opera o CRM enxerga duplicidades e campos vazios no dia a dia. Sem um canal para esse conhecimento chegar à diretoria, a IA amplifica o erro com aparência de precisão.

Nunca apenas acreditar, mas sempre verificar com os dados.

Mark Briggs, fundador e CEO da Validity, segundo a cobertura da Demand Gen Report

O que isso muda para o CRM de e-commerce

Em lojas virtuais, a base de clientes alimenta réguas, segmentação por recompra e prioridade de atendimento. Se o mesmo cliente aparece duas vezes, a régua de pós-compra dispara em duplicidade. Se o consentimento não está registrado, a automação cria risco. Se a data da última compra está errada, o modelo de win-back para clientes inativos aborda quem acabou de comprar.

O mesmo vale para agentes de IA. Nosso texto sobre agentes de IA no CRM e as métricas dos casos da Forrester mostra que o ganho depende de dados e de supervisão. E, para provar que o CRM gera resultado, a medição de receita incremental com grupo de controle só funciona com identificação confiável do cliente.

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Roteiro de cinco passos para preparar a base

O roteiro abaixo não faz parte do relatório da Validity. Ele parte do princípio de que cada passo deve poder ser verificado por uma consulta ou um relatório simples.

Imagem: Analytikos

Comece pelo passo 1. A duplicidade distorce a contagem de clientes, o cálculo de recompra e o LTV, que é o valor total que um cliente gera ao longo do relacionamento. Depois, siga a ordem. O passo 5 responde ao fator que os respondentes mais citaram: monitoramento contínuo e automatizado foi apontado por 39% do total e por 47% do nível C como o que mais aumentaria a confiança nos dados.

Como usar a pesquisa com cautela

Três limites ajudam a evitar conclusões exageradas. Primeiro, é uma pesquisa de percepção de profissionais, não uma auditoria das bases. Segundo, vem de uma empresa que vende soluções de dados. Terceiro, a cobertura analisada não informa o período de coleta nem separa os resultados do Brasil. Tratamos os números como um indicador de direção. O diagnóstico da sua base precisa ser feito com os seus dados, como em um CRM em 2026, da adoção à execução.

Perguntas frequentes

Qual é o principal achado da pesquisa da Validity?

Apenas 21% dos profissionais descrevem a base de CRM como bem preparada para IA, enquanto 62% das organizações relatam perda direta de receita por dados de baixa qualidade.

A pesquisa vale para o Brasil?

Ela inclui respondentes do Brasil, mas a cobertura analisada não separa os resultados por país. Use os números como referência geral, não como média nacional.

Por onde começar a limpar a base de CRM?

Pela identidade do cliente: unifique cadastros duplicados, confirme consentimento e atualize a data da última compra. Esses três itens afetam segmentação, réguas e medição.

Preciso de uma equipe só para governança de dados?

Nem sempre. O essencial é ter um responsável definido, com rotina semanal de revisão de duplicidade, campos vazios e e-mails inválidos. Equipes maiores podem formalizar um comitê.

A IA pode corrigir os dados do CRM sozinha?

Pode ajudar a detectar padrões e duplicidades, mas a decisão de mesclar ou apagar registros deve ter regra clara e revisão humana, principalmente quando envolve consentimento.

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