O Gemini virou um fenômeno de escala. Na teleconferência de resultados do segundo trimestre de 2026, o Google informou que o app já passou de 950 milhões de usuários ativos mensais, um número que, segundo a Olhar Digital, triplicou em relação ao ano anterior.
Como notou o TechCrunch, o Google está prestes a somar mais um produto ao seu clube de 1 bilhão de usuários. Para quem faz marketing, o recado é direto: o público que você quer alcançar está migrando para dentro dos assistentes de IA, e o Gemini deixou de ser aposta para virar canal.
Vale olhar a curva de crescimento para entender o tamanho do movimento.

De 650 milhões a quase 1 bilhão em menos de um ano
A escalada foi rápida. Em outubro, o Google reportava cerca de 650 milhões de usuários ativos mensais no app. Em fevereiro, na divulgação do quarto trimestre de 2025, o número passou de 750 milhões. Agora, no segundo trimestre de 2026, ultrapassou 950 milhões. É um ritmo que coloca o Gemini na mesma conversa do ChatGPT, que atingiu 1 bilhão de usuários mensais em junho.
| Periodo | Usuarios ativos mensais do Gemini |
|---|---|
| Outubro | ~650 milhoes |
| Fevereiro (4o tri 2025) | mais de 750 milhoes |
| 2o tri 2026 | mais de 950 milhoes |
O dado convive com um paradoxo já explorado aqui: em capacidade pura, o Gemini ainda aparece atrás dos rivais em código. Crescer em usuários e liderar em benchmark são coisas diferentes, e o Google está vencendo a primeira disputa pela distribuição, empurrando o Gemini para dentro da Busca, do Android e do Workspace.
A corrida dos assistentes muda de configuração
O crescimento do Gemini reorganiza o mercado. Sua fatia entre os assistentes de IA chegou a 27,7 por cento no primeiro semestre de 2026, enquanto a participação do ChatGPT caiu abaixo de 50 por cento pela primeira vez. Não é que o ChatGPT tenha encolhido; é que o bolo cresceu e o Google abocanhou boa parte da expansão.
Os usuários do Gemini triplicaram em relação ao ano passado.
Alphabet, teleconferência de resultados do 2o trimestre de 2026
Esse deslocamento tem custo. O mesmo trimestre que exibiu o Gemini a caminho de 1 bilhão de usuários também mostrou a fatura da IA, com o peso que os investimentos em modelos já cobraram das ações da Alphabet. Escala de usuários e disciplina de caixa passaram a andar em tensão.
O que muda para quem faz marketing
Quando um assistente chega perto de 1 bilhão de pessoas, ele deixa de ser vitrine de inovação e vira ponto de contato de massa. As respostas do Gemini na Busca e no Android passam a intermediar decisões de compra, e a visibilidade da sua marca nesse ambiente começa a valer tanto quanto o ranking orgânico tradicional.
Isso conversa com um efeito que já medimos: a queda das buscas tradicionais à medida que os assistentes respondem direto. Com o Gemini crescendo, a otimização para respostas de IA deixa de ser tendência distante e vira pauta do trimestre. Quem estrutura conteúdo e dados para ser citado por esses assistentes larga na frente.
Na prática, três frentes pedem atenção: entender como o Gemini cita fontes, garantir que sua informação de produto esteja limpa e estruturada, e medir a presença da marca dentro dessas respostas. É o mesmo cuidado que dedicamos a plataformas mais baratas, como quando o Claude Sonnet 5 baixou o custo de escalar agentes no marketing, agora aplicado ao canal de maior alcance.
Perguntas frequentes
Quantos usuários o Gemini tem?
Mais de 950 milhões de usuários ativos mensais, número informado na teleconferência de resultados do segundo trimestre de 2026 do Google. É cerca do triplo do ano anterior.
O Gemini já passou o ChatGPT?
Ainda não em usuários. O ChatGPT atingiu 1 bilhão de usuários mensais em junho e o Gemini está se aproximando dessa marca. Em participação de mercado, porém, o ChatGPT caiu abaixo de 50 por cento pela primeira vez.
Qual é a fatia de mercado do Gemini?
Cerca de 27,7 por cento do mercado de assistentes de IA no primeiro semestre de 2026, segundo os dados citados na cobertura do resultado.
Por que esse crescimento importa para marketing?
Porque um assistente com quase 1 bilhão de usuários passa a intermediar decisões de compra. Aparecer bem nas respostas do Gemini começa a valer tanto quanto o ranking orgânico tradicional.
Crescer em usuários significa ser o melhor modelo?
Não. O Gemini lidera em distribuição, integrado à Busca, ao Android e ao Workspace, mas em capacidade pura ainda aparece atrás de rivais em alguns testes, como os de código.



