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Tela de smartphone exibindo a interface de um assistente de IA

Gemini passa a marcar links com UTM: o que muda no GA4

NAVEGAÇÃO RÁPIDA

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Quem mede tráfego de IA sabe o tamanho do problema: boa parte das visitas vindas de assistentes cai no balde “Direto” do GA4, sem origem. Agora há um alívio parcial. Usuários notaram que os links que o Gemini gera para sites passaram a carregar o parâmetro utm_source=gemini, e o Google, segundo o Search Engine Journal, já sabe da prática.

O detalhe que importa: o recurso não está documentado oficialmente. John Mueller, do Google, confirmou estar ciente, mas não existe uma especificação que explique em quais superfícies o Gemini aplica o UTM nem quando. Ou seja, é um sinal útil, porém instável.

Neste artigo, mostro o que se sabe até aqui, o que fica de fora, como conferir o dado no GA4 e quais cuidados tomar para não tirar conclusões erradas.

O que foi observado nos links do Gemini

Segundo o Search Engine Journal, o parâmetro apareceu nas URLs que o Gemini monta quando cita ou recomenda um site. A Zero Click Labs relata que a prática já estava em escala desde 23 de setembro e que uma análise independente da Suff Digital encontrou utm_source=gemini em 97,3% dos links citados, em uma amostra de 155 mil links. Vale lembrar: é um recorte dos Estados Unidos, de uma única data.

A agência Engage Web cita o par utm_source=gemini e utm_medium=referral como exemplo e explica que, antes disso, o tráfego do Gemini, sobretudo no aplicativo móvel, frequentemente entrava como Direto por falta de referência. Como o medium não foi documentado pelo Google, confira no seu próprio GA4 qual valor aparece.

O que o UTM não resolve

A mesma análise da Zero Click Labs aponta que AI Overviews e AI Mode estão fora do suporte a UTM, e que o Perplexity não mostrou uma tag equivalente. Isso significa que o número de sessões com origem gemini é um piso, não o total de visitas que a IA do Google leva ao seu site.

SuperfícieMarca com UTM?Como acompanhar
Gemini (links gerados)Sim, utm_source=gemini, segundo relatos (sem documentação oficial)Origem/mídia da sessão no GA4
AI OverviewsNão, segundo a análise relatadaSearch Console e monitoramento de citações
AI ModeNão, segundo a análise relatadaSearch Console e monitoramento de citações
Perplexity e outrosSem tag equivalente observadaReferrer e canal de assistentes de IA
Cobertura do UTM por superfície, conforme relatos de terceiros. Imagem: Analytikos

Como conferir no GA4

O GA4 já agrupa assistentes de IA em um canal próprio, tema que explicamos em nosso artigo sobre o canal AI Assistant no GA4. O UTM ajuda a reduzir as sessões que antes se perdiam em Direto. O caminho é simples:

  1. Abra o relatório de aquisição de tráfego e troque a dimensão para Origem/mídia da sessão.
  2. Filtre por origens que contenham “gemini” e compare com o período anterior a 23 de setembro.
  3. Observe a queda ou a estabilidade do tráfego Direto nas mesmas páginas de destino.
  4. Se preferir, crie um grupo de canais personalizado para isolar o Gemini dos demais assistentes.
Diagrama do caminho do clique no Gemini até o GA4 com a ressalva sobre AI Overviews e AI Mode
Do link no Gemini até a sessão no GA4. Imagem: Analytikos

Cuidados antes de tirar conclusões

  • Não compare com séries antigas sem ressalva. Uma alta repentina de “gemini” pode ser só atribuição mais correta, e não crescimento real.
  • Não trate o UTM como medição completa. Parte do tráfego de IA continua sem marca.
  • Não adicione UTM manualmente a links internos, porque isso pode sobrescrever a origem original da sessão.
  • Combine com outros sinais, como citações de marca em respostas de IA, que analisamos no estudo sobre 9 milhões de respostas de IA.

O que isso muda para a sua estratégia de GEO

Medir é o primeiro passo para decidir onde investir. Se o Gemini já aparece com origem identificada, dá para ligar sessões a páginas específicas, ver quais conteúdos são citados e priorizá-los. Esse é o mesmo raciocínio que defendemos ao falar de cliques que não acontecem nas respostas de IA e de fontes preferidas na busca com IA: com menos cliques, cada visita atribuída corretamente vale mais.

Recomendo guardar um print do relatório hoje e revisar em 30 dias. Como o comportamento não é documentado, ele pode mudar sem aviso, e o histórico é o que protege a sua análise.

Perguntas frequentes

O Gemini realmente adiciona UTM aos links?

Usuários e a imprensa especializada observaram utm_source=gemini nos links gerados, e John Mueller confirmou conhecer a prática. Ainda assim, o Google não publicou documentação oficial.

Esse UTM vale para AI Overviews e AI Mode?

Segundo a análise relatada pela Zero Click Labs, não. Essas superfícies ficam fora do suporte, então suas visitas não aparecem com utm_source=gemini.

Onde vejo o tráfego do Gemini no GA4?

No relatório de aquisição de tráfego, com a dimensão Origem/mídia da sessão filtrada por “gemini”. Também é possível criar um grupo de canais personalizado.

Posso confiar no total de sessões do Gemini?

Trate como um piso. Parte do tráfego de IA continua sem marca, e o comportamento pode mudar porque não é documentado.

Preciso criar UTMs para o Gemini?

Não. O parâmetro é adicionado pelo próprio Gemini. Evite criar UTMs manuais em links internos, para não sobrescrever a origem da sessão.

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