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Smartphone exibindo uma interface colorida de aplicativos

Google abre Gemini e Busca a apps via MCP: o que muda

NAVEGAÇÃO RÁPIDA

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Durante anos, a pergunta de quem tem uma loja ou um app foi como aparecer no Google. Agora o Google abriu outra porta: deixar que a sua empresa funcione dentro do Gemini e da Busca, como um app que o usuário aciona na própria conversa. Chama-se Connected Apps Platform e usa o MCP, o protocolo que conecta modelos de IA a ferramentas externas.

Os fatos abaixo vêm do anúncio oficial do Google, da cobertura do TechCrunch e do Search Engine Roundtable. O que é análise do impacto para empresas brasileiras aparece sem atribuição à fonte.

O que o Google anunciou

A plataforma permite que desenvolvedores levem seus apps ao Search e ao app Gemini a partir de um único lugar. A proposta do Google é construir uma vez e alcançar usuários de alta intenção nos dois produtos.

A ilustração do anúncio mostra a ideia na prática: a Busca aciona o Gemini para confirmar uma reserva de jantar, sem que o usuário saia da conversa.

Gráfico do Google com tela dividida: a interface da Busca se conecta ao Gemini para confirmar uma reserva de jantar
Fonte: Google, anúncio da Connected Apps Platform

Construa uma vez e alcance usuários de alta intenção na Busca e no app Gemini.

Google, anúncio da Connected Apps Platform

Segundo o Google, já são mais de 50 apps conectados entre Search e Gemini, em áreas como produtividade, ingressos, saúde e fitness. Adobe, Experian, Localiza e Peloton estão no Gemini e devem chegar à Busca nas próximas semanas. O TechCrunch acrescenta que a Busca já tinha integrações como Instacart, Canva e YouTube Music, e que a Calm será o novo parceiro nos dois produtos.

No primeiro vídeo oficial, o app de meditação Calm aparece dentro do AI Mode da Busca. A demonstração está sem legendas em português.

Fonte: Google, vídeo da Calm no AI Mode da Busca

No segundo, a Peloton é acionada dentro do app Gemini, outro exemplo de parceiro já ativo.

Fonte: Google, vídeo da Peloton no app Gemini

Como funciona o caminho técnico

O desenvolvedor integra o app a um servidor MCP hospedado na nuvem, ou ao Android MCP por meio das AppFunctions APIs. Em seguida, usa o Google Connected Console para registrar, testar e enviar o app para revisão, e escolhe se ele aparece na Busca, no Gemini ou nos dois.

Imagem: Analytikos, a partir do anúncio oficial do Google

Depois de publicado, o desenvolvedor acompanha tráfego, latência e taxas de erro e mantém o controle da identidade da marca, com logotipos verificados e contas autenticadas. Para o app aparecer para o usuário, ele precisa ser adicionado às configurações personalizadas da Pesquisa Google, informa o Search Engine Roundtable.

A imagem a seguir mostra a tela do Connected Console, onde o desenvolvedor edita e testa o app conectado antes de enviá-lo para revisão.

Tela do Connected Console, onde é possível editar e testar um app conectado
Fonte: Google, tela do Connected Console
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Limites: prévia, lista de espera e Estados Unidos

A plataforma está em prévia pública, com acesso por lista de espera e voltada a desenvolvedores nos Estados Unidos, segundo o TechCrunch. O Google diz que o acesso será liberado em fases, com mais desenvolvedores, mercados e produtos nos próximos meses, mas não informou data de disponibilidade geral.

ItemO que as fontes informamPonto de atenção
StatusPrévia pública, com lista de esperaSem data de disponibilidade geral
Quem pode entrarDesenvolvedores nos Estados Unidos, segundo o TechCrunchBrasil não foi citado como mercado de acesso
ProtocoloMCP em nuvem ou Android MCPExige servidor e APIs de ação, não só um site
Controle de marcaLogotipos verificados e contas autenticadasIdentidade passa pela revisão do Google
Tabela: Analytikos

O que isso muda para e-commerce e serviços

A mudança é de lógica. Em vez de levar o usuário ao site, o agente conclui a tarefa dentro da conversa, algo que o blog já mostrou no caso dos apps conectados no AI Mode. Para uma loja, isso significa que consultar estoque, preço e status de pedido passa a ser uma ação que o agente executa, e não uma página que ele lê.

Quem ainda não entende o protocolo pode começar pelo guia de MCP para marketing. O movimento também confirma a direção que Sundar Pichai já descrevia em agentes que navegam e usam protocolos.

O que dá para fazer antes de qualquer acesso: organizar dados de produto, preços e disponibilidade em fontes confiáveis, documentar quais ações um cliente costuma pedir (rastrear pedido, trocar, reagendar) e definir quem responde por erros de um agente. Medir se o tráfego vindo de IA converte também passa a ser parte do relatório.

Perguntas frequentes

O que é a Connected Apps Platform?

É uma plataforma do Google que permite a desenvolvedores levar apps ao Search e ao app Gemini de um só lugar, usando um servidor MCP na nuvem ou o Android MCP. Está em prévia pública.

Empresas brasileiras podem participar agora?

Segundo o TechCrunch, a prévia é voltada a desenvolvedores nos Estados Unidos, com lista de espera. O Google diz que ampliará mercados nos próximos meses, sem data definida.

O que é MCP?

Model Context Protocol é um protocolo aberto que permite a modelos de IA acessar ferramentas e dados externos de forma padronizada. No caso do Google, é o caminho técnico para conectar o app ao Gemini e à Busca.

Quais apps já estão conectados?

O Google cita mais de 50 apps entre Search e Gemini. Adobe, Experian, Localiza e Peloton estão no Gemini, e a Busca já tinha integrações como Instacart, Canva e YouTube Music.

O que uma loja pode fazer antes de ter acesso?

Organizar dados de produto, preço e estoque, mapear as ações que clientes pedem com frequência e avaliar qual API sustentaria essas ações para um agente de IA.

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