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Beleza: 57% não começam no Google, e o que isso muda no SEO

NAVEGAÇÃO RÁPIDA

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Uma manchete da Search Engine Land afirma que 57% dos consumidores de beleza não começam a busca pelo Google. O número vem de um artigo de 7 de outubro de 2026 que cita um estudo da Stella Rising. Ao ler o estudo original, “Discovered on Social, Decided Everywhere Else”, a conclusão fica mais clara e mais útil: o Google continua sendo a primeira parada mais comum, mas a jornada de compra passa por várias plataformas.

Em uma frase: o social descobre, o Google verifica e a Amazon fecha. Veja os dados, os limites do estudo e o que fazer na prática.

Como o estudo foi feito

A Stella Rising combinou duas pesquisas. A primeira ouviu 511 consumidores de beleza em julho de 2026 (97% mulheres, com foco no TikTok). A segunda analisou 634 termos de busca de beleza e cerca de 22,7 mil registros de posts públicos do Instagram, coletados em setembro de 2026 com o agente Muse, da Meta.

Onde o consumidor começa a busca

Primeira parada ao pesquisar belezaParticipação
Google43%
Instagram11,9%
YouTube11,2%
TikTok10,6%
Ferramentas de IA9,8%
Primeira parada ao pesquisar beleza. Fonte: Stella Rising, conforme reportado pela Search Engine Land. Tabela: Analytikos

De onde vêm os 57%? É simplesmente o que sobra do Google: 100% menos 43%. Ou seja, mais da metade começa a busca em outro lugar, mas nenhuma plataforma sozinha chega perto do Google. Os cinco itens da tabela somam cerca de 86,5%, e o restante corresponde a outras fontes que a pesquisa não detalha.

Social descobre, Google verifica, Amazon fecha

O estudo mostra que o social começa a jornada, mas raramente a termina. Os principais números:

  • 72% pesquisam no Google depois de achar um produto no TikTok, e só 7% compram direto no app.
  • 61% migram para o Google quando a busca no social não entrega o que procuravam.
  • 48% compram na Amazon, contra 10% na Sephora, 9% no TikTok Shop e 8% em sites das próprias marcas.
Diagrama da jornada de busca de beleza entre redes sociais, Google e compra
Jornada de busca de beleza. Dados: Stella Rising. Imagem: Analytikos

Por que o consumidor muda de plataforma

A explicação está na confiança. Perguntados em quem mais confiam, 54% apontam o boca a boca, 30% os resultados do Google, 28% sites e anúncios de marcas, 15% ferramentas de IA, 14% criadores do YouTube e só 9% criadores do TikTok. A plataforma que mais ganha a descoberta é, portanto, a que o consumidor menos considera confiável, e por isso ele vai conferir no Google. O mesmo comportamento aparece em AI Overviews em buscas de marca e no avanço do Ask YouTube como vitrine de compras.

Cada intenção de busca tem seu canal

Intenção de buscaPara onde o consumidor vai primeiro
Aplicação de maquiagem e tutoriaisYouTube 31%, TikTok 27%, Google 19%
Dupes ou alternativasGoogle 41%, TikTok 27%
FragrânciaGoogle 40%, TikTok 19%, Instagram 15%
Preocupações de peleGoogle 54%, TikTok 14%, YouTube 12%
Ingredientes dos produtosGoogle 66%, TikTok 8%
Canal de busca por intenção. Fonte: Stella Rising. Tabela: Analytikos

Na prática, o social domina a técnica (como aplicar) e o Google domina a informação (o que tem dentro e se vale a pena). Entre os vídeos de maior desempenho no Instagram, 71% citam ou mostram um produto específico e 72% seguem estrutura de tutorial. Em cabelo e unhas, mais de 80% dos vencedores nomeiam o público, como um tipo de cabelo ou de pele.

A Stella Rising também publicou um infográfico com os principais resultados, reproduzido abaixo com os devidos créditos. Você também pode ver o infográfico original no site da Stella Rising.

2026 | Infográfico

A descoberta de beleza começa no social. Mas não termina aí.

Realizamos dois estudos: uma pesquisa com 511 consumidores de beleza e uma análise de 22.700 posts públicos do Instagram, coletados com o novo agente de IA da Meta, o Muse. Os dois apontam a mesma coisa. A busca social não é onde as decisões de beleza são tomadas. É onde elas começam.

Veja as provas

Social descobre. Google verifica. Amazon fecha.

A busca social é o topo de uma jornada que termina em outro lugar, e a maioria das marcas mede apenas esse primeiro passo.

  1. Segundo passo72%

    pesquisam no Google depois de achar um produto no TikTok. Apenas 7% compram no app.

  2. Plano B61%

    migram para o Google quando a busca social não entrega. O app tem uma única chance.

  3. Compra48%

    compram na Amazon. O TikTok Shop fica com 9%, e os sites das marcas com 8%.

Por que a passagem de bastão? Uma lacuna de confiança

A plataforma que vence a descoberta é a que o consumidor menos confia. Isso não é uma contradição, é o mecanismo: as pessoas navegam no TikTok porque pretendem verificar em outro lugar o que encontram.

Fontes em que os consumidores mais e menos confiam:

  1.  54% – Boca a boca
  2.  30% – Resultados do Google
  3.  28% – Sites e anúncios de marcas
  4.  15% – Ferramentas de IA
  5.  14% – Criadores do YouTube
  6.  9% – Criadores do TikTok

Onde buscam primeiro O social domina a técnica. O Google domina os ingredientes.

Para onde os consumidores vão depende do que procuram:

 SocialGoogle

Aplicação de maquiagem e tutoriais

58%
 

YouTube + TikTok

19%
 

Google

Ingredientes dos produtos

8%
 

TikTok

66%
 

Google

Toda marca de beleza agora tem dois trabalhos

  • Ser descoberta no social.

  • Ser encontrada de novo em todo lugar.

Nossa análise de posts do Instagram mostrou que 71% dos vídeos de maior desempenho citam um produto específico.

“
O Muse derruba o muro em torno do jardim murado da Meta. Insights que antes exigiam uma ferramenta de escuta de terceiros agora estão a poucas perguntas de distância.
—John MorabitoSVP de Busca e Inovação, Stella Rising

Método

511

consumidores pesquisados, em campo em julho de 2026

97%

mulheres; foco no TikTok

~22,700

posts públicos do Instagram, set. 2026

634

termos de busca de beleza

Posts coletados com o agente de IA Muse, da Meta.

Fonte: Pesquisa da Stella Rising (n=511) e análise do Instagram, 2026

Infográfico: Stella Rising, "Beauty Discovery Starts on Social. It Doesn't End There." (2026). Fonte: Stella Rising

Limites do estudo

  • Quem conduziu a pesquisa é uma empresa do setor, e a autora do artigo da Search Engine Land trabalha nela. A Search Engine Land pertence à Semrush, o que o próprio texto declara.
  • Não há dados do Brasil. Hábitos de TikTok, Instagram e marketplaces variam entre países.
  • A amostra é pequena (511 pessoas), quase toda feminina e com foco no TikTok.
  • Os números são de comportamento declarado, e não de cliques medidos.

O que fazer na prática

Trate o Google como a etapa de validação da jornada e as redes sociais como a etapa de descoberta. Algumas ações:

  • Garanta que cada produto e a marca tenham páginas bem otimizadas, porque a busca pelo nome é o passo seguinte ao vídeo.
  • Padronize nomes, ingredientes e benefícios entre site, marketplace e redes, já que ingredientes são o tema em que o Google lidera, com 66%.
  • Crie conteúdo por preocupação (pele, cabelo, ingrediente), que responde às dúvidas em que o Google domina.
  • Separe no GA4 o tráfego de busca por marca, que costuma subir depois de campanhas em vídeo, e acompanhe no Search Console o filtro multimodal de busca por imagem.
  • Observe como as grandes marcas dominam as respostas de IA, tema de IA favorece grandes varejistas.

Perguntas frequentes

Realmente 57% dos consumidores de beleza não usam o Google primeiro?

Sim, no sentido de que 43% começam pelo Google e os 57% restantes começam em outro lugar, como Instagram, YouTube, TikTok, ferramentas de IA e outras fontes. O Google ainda é a maior fatia individual.

A pesquisa vale para o Brasil?

Não há dados do Brasil no estudo. Use os números como hipótese e valide com os dados do seu próprio site e das suas campanhas.

O TikTok substitui o Google na busca de beleza?

Não. Segundo a Stella Rising, 72% de quem acha um produto no TikTok pesquisa no Google depois, e apenas 7% compram direto no app.

Em que o Google lidera na busca de beleza?

Em ingredientes (66%), preocupações de pele (54%), dupes ou alternativas (41%) e fragrância (40%). O social lidera em técnica, como tutoriais de maquiagem.

Qual o primeiro passo para uma loja de beleza se adaptar?

Fortalecer as páginas de produto e de marca para quando o consumidor sair do vídeo e pesquisar no Google, mantendo as informações iguais em todos os canais.

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