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UTM: como criar e padronizar os parâmetros de campanha

NAVEGAÇÃO RÁPIDA

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Um mesmo e-mail pode aparecer no GA4 como “email”, “Email” e “e-mail”, em três linhas separadas. A mesma campanha de WhatsApp pode cair em Direct e parecer que ninguém clicou. Em ambos os casos o problema não está no canal, e sim na etiqueta do link.

UTM são parâmetros de campanha que você acrescenta ao final de uma URL para dizer ao Google Analytics 4 (GA4) de onde veio o clique. Quando esses parâmetros seguem um padrão, o relatório de aquisição fica confiável. Quando cada pessoa escreve do seu jeito, a atribuição se fragmenta e as decisões de investimento passam a se apoiar em números que não fecham.

Este guia explica cada parâmetro, como o GA4 transforma esses valores em canais, como convivem UTM e auto-tagging do Google Ads, qual convenção de nomes adotar, exemplos prontos por canal, como validar e quais erros evitar.

O que é UTM e para que serve

UTM vem de Urchin Tracking Module, nome herdado do software que deu origem ao Google Analytics. Na prática, são pares nome=valor adicionados à URL depois de um ponto de interrogação e separados por “&”. O GA4 lê esses pares na entrada da sessão e preenche as dimensões de origem, meio e campanha.

Segundo a Ajuda do Google Analytics sobre URLs personalizadas de campanha, a ordem dos parâmetros não importa e os valores diferenciam maiúsculas de minúsculas: utm_source=google e utm_source=Google são valores distintos. Essa regra explica boa parte dos relatórios bagunçados.

Anatomia de uma URL com UTM
https://loja.com.br/colecao-verao?utm_source=newsletter&utm_medium=email&utm_campaign=colecao_verao&utm_content=botao_topo
  • EndereçoPágina de destino. Tudo antes do “?” é a URL normal.
  • utm_sourceQuem enviou o tráfego: a lista, a rede ou o parceiro.
  • utm_mediumO tipo de canal. Define a classificação no GA4.
  • utm_campaignO nome da ação, igual em todas as peças.
  • utm_contentQual link ou criativo dentro da campanha.
Imagem: Analytikos

Na figura, source, medium e campaign formam o trio mínimo. O content separa dois links da mesma peça, como o botão do topo e o do rodapé de um e-mail.

Os parâmetros que o GA4 reconhece

A Ajuda oficial lista nove parâmetros. Três são obrigatórios na prática: utm_source, utm_medium e utm_campaign. A mesma página afirma que parâmetros ausentes resultam em valores “(not set)” nos relatórios, e recomenda preencher todos os relevantes, em especial utm_id e utm_source_platform. A tabela resume cada um, com um exemplo de uso e a ressalva de relatório.

ParâmetroFunção segundo a Ajuda do GoogleExemplo
utm_sourceIdentifica quem originou o tráfegonewsletter, instagram, google
utm_mediumIdentifica o meio de marketingemail, cpc, paid_social
utm_campaignIdentifica produto, slogan ou promoçãocolecao_verao
utm_idID da campanha, o mesmo usado na importação de dados de campanhac014
utm_termPalavra-chave pagatenis_corrida
utm_contentDiferencia criativos ou links na mesma peçabotao_topo, botao_rodape
utm_source_platformPlataforma que direciona o tráfego (compra de mídia ou gestão de orgânico)Search Ads 360
utm_creative_formatTipo de criativo. Segundo a Ajuda, ainda não é reportado no GAvideo, native
utm_marketing_tacticCritério de segmentação. Segundo a Ajuda, ainda não é reportado no GAremarketing, prospecting
Tabela: Analytikos, com base na Ajuda do Google Analytics

Os dois últimos podem ser incluídos por consistência com plataformas de mídia, mas não espere encontrá-los nos relatórios hoje. Na rotina de um e-commerce, o conjunto útil é source, medium, campaign, content e, quando houver, utm_id.

Para montar a URL sem erro de sintaxe, use o Campaign URL Builder do Google ou a planilha da seção de governança, mais adiante.

Como o GA4 transforma UTM em canal

O GA4 não usa o seu nome de campanha para decidir o canal. Ele aplica regras fixas sobre source e medium (e, em alguns casos, o nome da campanha). Segundo a definição oficial do Grupo de canais padrão, essas regras não diferenciam maiúsculas de minúsculas e não podem ser editadas. Quando nenhuma regra casa, o tráfego vai para “Unassigned”.

Da URL ao canal no GA4
  1. 1. Clique no linkA URL chega ao site com os parâmetros utm_source, utm_medium e utm_campaign.
  2. 2. Leitura na sessãoO GA4 registra os valores no início da sessão (evento session_start).
  3. 3. Source e mediumOs valores são gravados exatamente como escritos, com distinção entre maiúsculas e minúsculas.
  4. 4. Regras do grupo de canais padrãoO medium e o source são comparados com as regras fixas do Google.
  5. 5. CanalEmail, Paid Social, Organic Social, Referral… ou Unassigned se nada casar.
Imagem: Analytikos

A etapa 4 concentra o risco. Se o medium não estiver entre os valores esperados, a etapa 5 devolve Unassigned. A tabela mostra os valores de medium que o grupo de canais padrão reconhece para tráfego manual (UTM).

Canal no GA4Regra de medium (ou source) segundo a AjudaValor seguro de utm_medium
EmailSource ou medium igual a email, e-mail, e_mail ou e mailemail
SMSSource ou medium exatamente igual a smssms
Paid SocialSource em lista de redes sociais e medium de mídia paga (padrão: cp qualquer, ppc, retargeting, paid qualquer)paid_social
Paid SearchSource em lista de buscadores e medium de mídia pagacpc
Organic SocialSource em lista de redes sociais, ou medium social, social-network, social-media, sm, social network, social mediasocial
Organic SearchSource em lista de buscadores, ou medium organicorganic
DisplayMedium display, banner, expandable, interstitial ou cpmdisplay
AffiliatesMedium affiliateaffiliate
ReferralMedium referral, app ou linkreferral
AudioMedium exatamente audioaudio
Mobile Push NotificationsMedium terminando em push, ou contendo mobile ou notificationpush
AI AssistantMedium exatamente ai-assistant (o GA4 também define esse medium quando o referrer é um assistente de IA)não use manualmente, deixe o GA4 classificar
DirectSource (direct) e medium (not set) ou (none)sem UTM
UnassignedNenhuma regra anterior casouevitar
Tabela: Analytikos, com base na definição do Grupo de canais padrão do Google Analytics

Leitura da tabela: um medium como “newsletter”, “whatsapp”, “influencer” ou “qr” não aparece em nenhuma regra, portanto cai em Unassigned. Já “email” é aceito, e é por isso que adotamos esse valor como padrão.

Por que o tráfego vai para Unassigned, Direct ou Referral

  • Unassigned: o medium foi escrito fora do vocabulário reconhecido (por exemplo, “newsletter” ou “insta”).
  • Direct: o clique chegou sem UTM e sem referrer. É o destino típico de links de WhatsApp, apps de e-mail e QR codes sem etiqueta.
  • Referral: o clique veio de outro site sem UTM, ou o medium foi marcado como referral. Marketplaces e portais parceiros costumam cair aqui.

O mesmo valor vale para a sessão e para a primeira interação do usuário. Por isso, dados de sessão (Session source/medium) e de primeiro usuário (First user source/medium) usam a mesma etiqueta. Para entender melhor o conceito, veja nosso guia sobre sessões no GA4.

UTM e auto-tagging do Google Ads: quem vence

O auto-tagging acrescenta o parâmetro gclid (Google Click Identifier) ao link do anúncio. Conforme a Ajuda do Google Ads, ele permite importar conversões do Analytics, trazer custo e campanha do Ads para o Analytics e fazer a mensuração entre navegadores. Em contas novas, vem ativado por padrão.

Quando as duas etiquetas coexistem, a Ajuda do Google Ads informa que no GA4 o auto-tagging tem prioridade sobre a marcação manual, porque o GA4 não oferece opção de sobrescrever. A página de dimensões de origem de tráfego confirma: com os dois presentes, source e medium usam os valores do auto-tagging, e utm_content e utm_term ainda alimentam as dimensões “Manual”.

Na prática, para anúncios no Google Ads: mantenha o auto-tagging ligado e não dependa de UTM para source e medium. Use UTM manual em Meta Ads, TikTok Ads, e-mail e demais canais que não têm integração nativa. Dois cuidados:

  • Redirecionamentos: a Ajuda do Google Ads alerta que, se o site usa redirecionamento, o gclid precisa chegar à página final, ou as conversões não são rastreadas.
  • Parâmetros rejeitados: alguns sites exibem página de erro quando recebem parâmetros desconhecidos. Clique no seu próprio anúncio para testar.

Se o gclid não puder ser usado e houver qualquer UTM presente, a Ajuda explica que as dimensões entre canais passam a vir apenas dos UTM. Esse é um motivo a mais para ter tag manual correta como plano B. Para o contexto de consentimento, consulte nosso conteúdo sobre GA4, Google Ads e Consent Mode.

Convenção de nomenclatura que evita retrabalho

A Ajuda do Google recomenda minúsculas como padrão, um source único por plataforma, um medium único por canal e um nome de campanha idêntico ao da campanha real. As regras abaixo são a nossa aplicação dessa orientação ao dia a dia de um e-commerce (recomendação da Analytikos).

  1. Tudo em minúsculas. “Meta” e “meta” viram duas linhas.
  2. Sem espaços e sem acentos. Use underline: colecao_verao. Espaço vira “%20” e acento vira código, o que dificulta a leitura.
  3. Vocabulário controlado de medium. Só valores da tabela de canais: email, sms, social, paid_social, cpc, display, affiliate, referral.
  4. Ordem fixa na campanha. Por exemplo: AAAAMM_objetivo_tema, como 202503_conversao_colecao_verao. Ordena bem em planilhas e filtros.
  5. Source descreve a origem, não o formato. “instagram”, “newsletter”, “parceiro_xyz”. O formato vai em content.
  6. Sem dados pessoais. Nada de e-mail, nome ou CPF em nenhum parâmetro.

Dicionário de UTM para o time

O dicionário é a lista de valores permitidos. Qualquer item fora dela precisa de aprovação do responsável pelo analytics. A tabela traz um exemplo de dicionário inicial, que pode ser adaptado.

CampoRegraValores permitidos (exemplo)
utm_sourceMinúsculas, uma grafia por origemnewsletter, crm, whatsapp, instagram, facebook, tiktok, google, parceiro_nome
utm_mediumLista fechada, ligada ao canal do GA4email, sms, social, paid_social, cpc, display, affiliate, referral
utm_campaignAAAAMM_objetivo_tema202503_conversao_colecao_verao
utm_contentPosição ou criativo, curtobotao_topo, banner_1, stories_1
utm_termSó para palavra-chave pagatenis_corrida
utm_idID único da campanha (opcional)c014
Tabela: Analytikos
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Exemplos prontos por canal

Os exemplos seguem o dicionário e usam https://loja.com.br/ como domínio fictício. A coluna “Canal no GA4” mostra o que o grupo padrão faz com cada etiqueta.

CanalParâmetros sugeridosCanal no GA4
E-mail (campanha)utm_source=crm&utm_medium=email&utm_campaign=202503_conversao_colecao_verao&utm_content=botao_topoEmail
Newsletterutm_source=newsletter&utm_medium=email&utm_campaign=202503_newsletter_semana2Email
SMSutm_source=crm&utm_medium=sms&utm_campaign=202503_carrinho_abandonadoSMS
WhatsApputm_source=whatsapp&utm_medium=social&utm_campaign=202503_recompra_avisoOrganic Social (ver observação)
Instagram, link da bioutm_source=instagram&utm_medium=social&utm_campaign=perfil&utm_content=bioOrganic Social
Instagram, storiesutm_source=instagram&utm_medium=social&utm_campaign=202503_awareness_colecao&utm_content=stories_1Organic Social
Anúncio no Meta Adsutm_source=facebook&utm_medium=paid_social&utm_campaign=202503_conversao_colecao&utm_content=video_aPaid Social
Influenciador com cupomutm_source=instagram&utm_medium=affiliate&utm_campaign=202503_influencer_nome&utm_content=reelsAffiliates
QR code (embalagem, loja)utm_source=qr_embalagem&utm_medium=referral&utm_campaign=posvenda_npsReferral (ver observação)
Parceiroutm_source=parceiro_nome&utm_medium=referral&utm_campaign=202503_parceriaReferral
Marketplace (link para o site)utm_source=marketplace_nome&utm_medium=referral&utm_campaign=perfil_lojaReferral
Tabela: Analytikos

Duas observações sobre as escolhas. O WhatsApp não tem regra própria no grupo padrão: usar medium “social” faz o tráfego aparecer em Organic Social, junto com redes abertas. Se você precisa separá-lo, crie um grupo de canais personalizado no GA4 que use source igual a whatsapp. O mesmo raciocínio vale para QR code: “referral” evita o Unassigned, e o source (qr_embalagem) permite filtrar. Essa abordagem é uma recomendação da Analytikos, não uma regra do Google.

Em influenciadores, o medium “affiliate” só faz sentido se houver comissão ou cupom rastreável. Para uma publicação orgânica sem acordo comercial, use “social”. Para impulsionamento pago, “paid_social”.

Onde o UTM quebra: links internos, redirecionamentos e encurtadores

Não use UTM em links internos

Um link do banner da home para uma página de categoria, marcado com UTM, informa ao GA4 que o visitante chegou de uma nova campanha. O resultado é que a origem real da visita (por exemplo, o e-mail que trouxe o cliente) pode ser substituída por uma origem interna. A Ajuda do Google não descreve esse comportamento em detalhe, mas a consequência prática é a perda da atribuição original. Para medir cliques em banners internos, use eventos (select_promotion) em vez de UTM. O guia sobre eventos recomendados de e-commerce no GA4 detalha esse caminho.

Redirecionamentos, encurtadores e âncoras

  • Redirecionamentos: se o servidor redireciona (por exemplo, de http para https, ou de um domínio antigo) e não preserva a query string, os parâmetros somem e a visita vira Direct. Teste o link clicando e conferindo a URL final.
  • Encurtadores: servem para links em SMS e redes, mas o UTM deve ser aplicado antes de encurtar. O link curto precisa preservar todos os parâmetros no destino.
  • Âncoras (#): o fragmento deve vir depois da query string. Se o “#” aparecer antes do “?”, tudo que vem depois dele deixa de ser enviado ao servidor.
  • Caracteres especiais: a Ajuda do Google informa que valores precisam estar codificados em URL. Evite “&”, “?”, “=” e acentos nos valores.

Tráfego de IA, LGPD e dados pessoais na URL

Assistentes de IA nem sempre enviam UTM. Segundo a definição oficial de canais, o GA4 classifica visitas de assistentes de IA reconhecidos no canal “AI Assistant” (medium ai-assistant), com exclusão do AI Overviews e do AI Mode do Google. Quando a plataforma de IA adiciona UTM por conta própria, o dado entra como manual. Veja como isso funciona em como medir o tráfego de IA no GA4, e nos casos específicos ChatGPT sem UTM e Gemini com UTM. Não crie manualmente o medium “ai-assistant” em campanhas próprias.

Sobre privacidade: a URL fica registrada em logs, históricos de navegador, ferramentas de terceiros e, no GA4, na dimensão de local da página. Não coloque e-mail, telefone, nome ou CPF em nenhum parâmetro. A Lei Geral de Proteção de Dados (Lei 13.709) trata esses dados como pessoais e exige base legal e finalidade. Se precisar relacionar o clique a um envio, use no máximo um identificador interno opaco e, de preferência, nenhum identificador.

Como validar as UTM no GA4

Valide antes de disparar a campanha e depois de dois ou três dias de dados. O roteiro:

  1. Teste o clique: abra o link em uma aba anônima e confira se a URL final mantém todos os parâmetros.
  2. Relatório em tempo real: em Relatórios, Tempo real, confira se a sessão aparece com a origem esperada.
  3. DebugView: com o modo de depuração ativo, abra o evento session_start ou page_view e veja o parâmetro page_location, que contém a URL completa com os UTM.
  4. Aquisição de tráfego: a Ajuda indica o relatório Aquisição, Aquisição de tráfego, com as dimensões Session source/medium, Session medium, Session source e Session campaign.
  5. Explorações: crie uma tabela livre com Session manual source, Session manual medium e Session campaign para achar variações como “Email” e “email”.

Um detalhe da Ajuda: os UTM são omitidos das dimensões “Landing page + query string” e “Page path + query string”, mas aparecem na dimensão “Page location”. Se você busca o UTM no relatório de páginas e não acha, o problema é o relatório, não a etiqueta.

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Como medir e-mail e WhatsApp com UTM

E-mail e WhatsApp concentram o clique sem referrer: o app de e-mail ou de mensagens abre o navegador e o GA4 não tem como saber a origem. Sem UTM, essa visita vira Direct. Com UTM padronizado, você enxerga por campanha, por peça e por link. O ideal é que a plataforma de CRM (a ferramenta que envia suas mensagens) acrescente os parâmetros automaticamente, a partir de variáveis do dicionário, em vez de depender de montagem manual.

Para a leitura de resultado, compare a receita atribuída a Email e SMS com o número de sessões e de pedidos da mesma campanha. Se quiser medir o efeito real e não só o clique, o método do holdout para receita incremental do CRM complementa o UTM. No caso do WhatsApp, o exemplo de funil está em medir o impacto da cobrança do WhatsApp no GA4.

Governança: como manter o padrão no tempo

  • Planilha mestre: uma aba por canal com colunas para URL base, source, medium, campaign, content, URL final (por fórmula de concatenação), responsável e data de criação.
  • Listas suspensas: source e medium escolhidos de uma lista, sem digitação livre.
  • Um dono: uma pessoa aprova novos valores do dicionário.
  • Auditoria mensal: em Explorações, liste todos os valores de source/medium e compare com o dicionário.
  • Canais personalizados: se o GA4 não tem canal para o seu caso (como WhatsApp), crie um grupo de canais personalizado, que complementa o padrão.

Erros comuns com UTM

Erros de configuração

ErroPor que distorceComo corrigir
Medium com grafias diferentes (email, Email, e-mail, newsletter)Os valores diferenciam maiúsculas. As variantes viram linhas separadas em source/medium. “newsletter” nem casa com o canal Email e cai em UnassignedLista fechada de medium. Reaproveite sempre “email”
Campanha com espaço, acento ou maiúscula“Colecao Verao” e “colecao_verao” viram campanhas distintas. O espaço é codificado em %20 e dificulta a leituraMinúsculas, sem acento, com underline
Faltar UTM em WhatsApp e e-mailO clique chega sem referrer e vira Direct. A campanha parece não trazer vendasGerar a URL final pela planilha ou pela ferramenta de envio
Faltar um dos três parâmetros básicosA Ajuda indica que ausências geram “(not set)” nos relatóriosUsar sempre source, medium e campaign
Caracteres especiais sem codificação“&” ou “?” no valor quebram o parâmetro. O restante da URL é interpretado de forma erradaEvitar símbolos. Se necessário, codificar
Tabela: Analytikos

Um exemplo hipotético com números: uma campanha de e-mail gera 1.000 sessões e 40 pedidos. Se 600 sessões usaram “email”, 250 “Email” e 150 “newsletter”, o relatório mostra três linhas, e a mais visível (email) aparece com 60% do tráfego (600 de 1.000 sessões) e, supondo conversão igual entre as linhas, cerca de 24 pedidos (60% de 40). A soma só fecha olhando as três. A decisão de cortar a campanha por parecer pequena seria equivocada.

Erros de interpretação

  • Usar UTM em link interno. Por que distorce: a origem real pode ser substituída por uma interna, e a campanha que trouxe o cliente perde crédito. Correção: eventos de promoção em vez de UTM.
  • Tentar sobrescrever o auto-tagging do Google Ads com UTM. Por que distorce: no GA4 o auto-tagging tem prioridade, então o UTM de source e medium é ignorado e você acha que o dado está errado. Correção: deixe o auto-tagging em anúncios do Google e use UTM nos demais canais.
  • Culpar o canal por um Direct alto. Por que distorce: parte do Direct é tráfego sem etiqueta (WhatsApp, QR, apps). Correção: auditoria do que não tem UTM antes de reduzir verba.

Erros de operação

  • UTM em link para checkout externo. Por que distorce: se o link leva a um checkout em outro domínio que redireciona de volta, a origem pode virar Referral do gateway. Correção: configure os domínios de pagamento como referências indesejadas (unwanted referrals) no GA4 e preserve os parâmetros.
  • Redirecionamento que descarta parâmetros. Por que distorce: a visita aparece em Direct. Correção: teste o link e preserve a query string.
  • Dado pessoal na URL. Por que distorce e expõe: gera risco de LGPD e polui o relatório com valores únicos. Correção: nenhum dado pessoal em UTM.
  • Link encurtado antes de aplicar UTM. Por que distorce: o destino do atalho fica sem parâmetros. Correção: aplicar UTM e só então encurtar.
  • Dicionário sem dono. Por que distorce: novos valores aparecem sem controle. Correção: um responsável e auditoria mensal.

Checklist antes de publicar um link

  • Source, medium e campaign preenchidos, em minúsculas e sem acentos ou espaços.
  • Medium dentro da lista fechada do dicionário.
  • Nome da campanha igual em todas as peças da mesma ação.
  • Nenhum dado pessoal na URL.
  • Link não é interno (para o seu próprio site).
  • Para Google Ads, auto-tagging ligado.
  • URL final testada: abre sem erro e mantém os parâmetros.
  • Sessão aparece no Tempo real com source/medium esperados.
  • Linha registrada na planilha mestre.

Perguntas frequentes

Quais parâmetros UTM são obrigatórios?

A Ajuda do Google recomenda sempre usar utm_source, utm_medium e utm_campaign. Sem eles, os relatórios passam a mostrar “(not set)”. Os demais (content, term, id) são opcionais, mas úteis.

UTM diferencia maiúsculas de minúsculas?

Sim. Segundo a Ajuda, os valores diferenciam maiúsculas de minúsculas, então “Meta” e “meta” geram duas linhas. Por isso recomendamos usar sempre minúsculas.

Posso usar UTM em anúncios do Google Ads?

Pode, mas no GA4 o auto-tagging tem prioridade para source e medium. Mantenha o auto-tagging ligado e use UTM nos canais sem integração, como Meta Ads, e-mail e WhatsApp.

Por que meu tráfego aparece como Unassigned?

O medium não casa com nenhuma regra do grupo de canais padrão. Valores como “newsletter” ou “influencer” caem aí. Use um medium da lista, como email, social ou paid_social.

Posso usar UTM em links internos do site?

Não é recomendado. O UTM interno indica uma nova origem e pode substituir a origem real da visita. Para medir banners internos, use eventos de promoção.

Como medir WhatsApp no GA4?

Adicione UTM nos links enviados. Como o grupo padrão não tem canal para WhatsApp, use medium social ou crie um grupo de canais personalizado com source igual a whatsapp.

Posso colocar o e-mail do cliente na URL para identificá-lo?

Não. Dados pessoais na URL ficam em logs e ferramentas de terceiros e criam risco com a LGPD. Use no máximo um identificador opaco interno, e prefira não levar identificação à URL.

Onde vejo os UTM no GA4?

No relatório Aquisição de tráfego, com Session source/medium e Session campaign, e no Tempo real. Nos relatórios de páginas, o UTM aparece em Page location, não em Landing page + query string.

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