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Vitrine de loja com letreiro, representando a busca pelo nome de uma marca

AI Overviews em buscas de marca: o que a Ahrefs mediu

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Quem digita o nome de uma marca no Google espera ver o site oficial. Em 2026, essa busca passou a trazer, com frequência, uma resposta gerada por IA. Segundo um estudo da Ahrefs, os AI Overviews apareciam em 82,91% dos resultados de palavras-chave de marca em 29 de setembro, nos Estados Unidos.

O dado importa porque mexe em quem controla a descrição da marca. A própria Ahrefs aponta que fontes de terceiros, como Wikipedia, YouTube e LinkedIn, ganham peso nessas respostas.

Este artigo reconstrói os principais gráficos do estudo, explica a conta de cada número e indica o que a sua marca pode fazer. A mudança de layout na página, com o AI Overview na lateral, é tratada em um texto separado.

Como a Ahrefs mediu

A Ahrefs analisou 232,8 milhões de resultados do Google nos EUA, na versão desktop, de julho a setembro de 2026: 92,5 milhões de palavras-chave de marca e 140,2 milhões sem marca. Para posição e citações, usou um painel separado de 100 marcas da lista Best Global Brands 2025, da Interbrand, pesquisadas pelo nome exato em 14 verificações semanais.

A subida em três meses

Entre julho e setembro, a média mensal de buscas de marca com AI Overview passou de 61,3% para 73,3%, uma alta de 12 pontos percentuais, ou cerca de 20% em relação ao ponto de partida. As buscas sem marca já estavam em patamar alto e subiram menos, 4,8 pontos (de 73,5% para 78,3%).

Gráfico: Analytikos, com dados da Ahrefs

A diferença entre os dois grupos encolheu de 12,2 pontos em julho (73,5% menos 61,3%) para 5 pontos em setembro (78,3% menos 73,3%). Em outras palavras, a busca de marca deixou de ser uma exceção.

Um ano antes: 13,1% contra 73,3%

A Ahrefs também compara o resultado com a pesquisa original, de novembro de 2025. Naquele estudo, 13,1% das buscas de marca e 24,9% das buscas sem marca traziam AI Overview. A própria empresa ressalva que as amostras são diferentes, então a comparação indica a ordem de grandeza, não uma variação exata.

Gráfico: Analytikos, com dados da Ahrefs

Quando o AI Overview ocupa o primeiro lugar

No painel de 100 marcas, os nomes exatos com AI Overview passaram de 5, entre 98 resultados utilizáveis na primeira verificação de julho, para 63 em 30 de setembro. Dos 63, 48 (76,2%) apareceram na posição 1, com posição média de 1,49. É o espaço que, nessas buscas, costuma pertencer ao site oficial.

Gráfico: Analytikos, com dados da Ahrefs

A Ahrefs lembra que o Google pode mover esses blocos para posições mais baixas. O painel é pequeno e usa só nomes puros de marca, como “bluehost”, e não toda busca que contém uma marca.

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Quem a IA cita sobre a sua marca

Nas respostas do painel, a maior parte das citações externas, ou seja, de sites que não são o da marca pesquisada, ia para Wikipedia, YouTube e LinkedIn. A base são 57 AI Overviews com lista de fontes visível, e uma resposta pode citar mais de um domínio.

Gráfico: Analytikos, com dados da Ahrefs

Há um alívio parcial. Entre as respostas com texto completo, apenas 2 de 58 (3,4%) discutiram concorrentes: a da Pepsi citou a Coca-Cola, e a da Intel mencionou TSMC e NVIDIA. Só um site de concorrente apareceu em 57 listas de fontes.

Concorrentes e fontes externas agora podem controlar a narrativa da sua marca diretamente nos resultados de busca.

Chris Long, em publicação no LinkedIn citada pela Ahrefs

Ann Smarty, também citada no estudo, chamou atenção para vídeos usados nas respostas que não vêm da conta oficial da marca e podem trazer informações desatualizadas do produto.

O que fazer agora

  • Alinhar a entidade: nome, descrição e links iguais no site, no LinkedIn, no YouTube e na Wikipedia ou Wikidata. O guia de marca como entidade mostra como.
  • Revisar o canal de vídeo e o perfil no LinkedIn: se a IA cita esses domínios, vale mantê-los atualizados.
  • Monitorar a própria marca: na Ahrefs, o caminho descrito é Site Explorer, Organic Keywords, filtro de intenção “Branded” e filtro de recurso de SERP “AI Overviews”. Para o Brasil, veja o que monitorar.
  • Corrigir erros na origem: se a resposta descreve a marca de forma errada, o ajuste costuma estar nas fontes citadas. Há um passo a passo em como corrigir a IA que erra sobre a marca.
  • Medir o efeito em cliques: compare cliques e CTR de buscas de marca no Search Console com o estudo de CTR de 0,9% em respostas de IA.

Limites do estudo

Os dados são dos EUA, apenas no desktop, e foram produzidos por uma fornecedora de ferramentas de SEO. O painel de 100 marcas é pequeno, e as bases de citações e concorrentes têm 57 e 58 respostas. O Google muda com frequência os gatilhos e a aparência dos AI Overviews. Para uma visão de mercado maior, veja também os dados da Semrush sobre buscas comerciais.

Perguntas frequentes

O que são AI Overviews em buscas de marca?

São respostas geradas por IA exibidas quando alguém pesquisa o nome de uma empresa. Segundo a Ahrefs, apareciam em 82,91% dos resultados de palavras-chave de marca nos EUA, no desktop, em 29 de setembro.

Isso já vale para o Brasil?

O estudo mede só os EUA. Para o Brasil, o caminho é registrar a busca pelo nome da sua marca toda semana e acompanhar o Search Console.

Por que a Wikipedia aparece tanto?

No painel de 100 marcas, ela foi citada em 71,9% dos 57 AI Overviews com lista de fontes visível. Por isso vale manter corretos os dados da marca nessa e em outras fontes públicas.

Os concorrentes aparecem nessas respostas?

Pouco. Em 2 de 58 respostas com texto completo houve menção a concorrentes, e só um site de concorrente apareceu em 57 listas de fontes.

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